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| Amor | |||
| Inexprimível amor | |||
Embora possa parecer coisa de doida a minha vida desse jeito concebi como a sair de outro tempo de outra estrada a via torta desta forma construí E pendurei a minha alma num farrapo um pano um trapo algo que nem mesmo eu entendi Só uma coisa sem saber virou tratado o louco amor em cada víscera por ti Não há decreto não há lei nada adianta para mudar o som que sai da minha alma Só sei dizer que trago em mim algo de planta que seca às vezes se auto-pune se retranca E vai nascer de novo en-canto diferente se transmudando como arte quase mito E desabrocha em teu adubo no i n f i n i t o Vai no teu cálice beber por doce instinto |
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| © Eliana Mora | |||
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