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| Amor | |||
| Solilóquio de Uma Paixão | |||
Se no doce brincar dos nossos corpos, Olhares trocados, Beijos guardados, Carícias veladas, Passos no chão. As nossas crianças se soltam, Por que então impedi-las? Quando de certo queremos, Com o coração dissemos, Promessa de amor e paixão. A represa que foi construída, Tenta com força conter o oceano, Mas, o vendaval que a nós assola, Mostra claramente esse ledo engano. Com o poder de mil Teseus, O turbilhão que nos devora, Arranca portas, muros e paredes, Gritando, gemendo e cantando, Tremendo, clamando, querendo sair. De repente a calmaria, As águas tornaram-se paradas e frias, Procurei então entender, Refletir a razão do malogro, Mas, não agüentei tanto desgosto, De ter uma vida só e à mercê. Foi aí que descobri, Numa disposição de afeto, A angústia escondida, Mas, que originariamente está por perto. Que perder-te não queria, Antes, sim preferiria, Ter o teu amor ainda que incompleto. |
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