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Natal e Ano Novo
O outro lado do Natal
Na noite de festa iluminada
Uma questão martela a cabeça
De toda criança abandonada.
Ao ver o desperdício atrás do muro
Já nem pede um bom presente
Pois não vislumbra seu futuro.

Sem roupa, casa e comida
Bebe e se lava no lago da praça
Onde da polícia se torna caça.
Perambula pelo lixo urbano
Sabendo que não sentem dó
Sonhando ser um soldado do pó.

Durante toda sua infância
Imaginou que Papai Noel
Só existia em folha de papel.
Cresce no charco e ignorado
Alimentando-se com seu chiclete
Brinca de assalto com um canivete.

Vislumbra como seus inimigos
Comilões gordos e abastados
Que vivem sempre afastados.
A sociedade reza e faz promessa
Bebendo e enchendo a pança
Pedindo ano rico de esperança.

Aponta o olhar aos santos
Pedindo folgado meio de vida
Que não suporta bala perdida.
Aplaude custosa queima de fogos
Que ofusca o céu estrelado
Mas não sacia o pobre flagelado.

Não adianta entoar canção
De bom ritmo e pura beleza
Sem reduzir a enorme pobreza.
Não desperdice um brinde
Visando apenas a ganância
Aja enquanto existe infância.

Os grupos famintos se abrigam
Ao pé da tosca e frágil cruz 
Que serve de leito para Jesus.
Ouvem ao longe as cantigas
Enaltecendo a noite de Natal
Enrolados apenas em jornal.

Antes de fazer vã promessa
Ouça as batidas do coração
Seja humilde e peça perdão.
Esqueça o passado duro
Distribua amor de presente
Para a humanidade ter futuro.
© Haroldo P. Barboza
Serviço criado e mantido por Aline Ponce. Visite o site Aline Ponce - gatos e letras.