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O idioma das árvores (O livro dos Salmos)
Reflexões dos violões,
Da nossa natureza pura,
Lembra os rios da terra,
Em cascatas divididas,
Passando do belo
Ao mais lindo prazer,
Entre montanhas altas,
Até a brisa do amanhecer.

Nesses momentos
Eu agradeço sua audiência,
E as flores vão me dar
A mais sólida consciência
Do respeito ao Dogma,
E a mente retraída,
Das pessoas que ignoram-me,
E se sentem feridas.

Cada sermão é uma adoração,
As coisas que nos ocultam
São a mais bela inspiração,
Entre planaltos
E planícies da terra,
Mares e rios,
E os frios das serras,
Onde sim,
A alma divina se apresenta,
Ao contrario de concretos
E esgotos e nuvens cinzentas
Dos subúrbios da vida
Com cara de morte,
Sinônimo perdido,
Junto a falta de sorte.

Mas são pensamentos isolados,
Sem importar as condições,
Onde se encontra a verdade é na mente,
E em suas reflexões,
Pois você é seu dono,
De seu mundo natural,
Da vida psicqua,
Envolvida ao seu astral.

Então chega-se o momento
Da união da natureza,
Dividimos os adjetivos,
Em busca do padrão de beleza,
Escrito pêlos ímpios,
Lidos por mim,
Mas ninguém leva a sério,
E vai ser sempre assim,
Pois o que é justo ?
Um rio sem correnteza ?
De onde então brotamos
Toda a nossa certeza ?
Do que lemos ?
Do que escrevemos ?
Da nossa vida ?
Das ações que fazemos ?

Até hoje eu espero,
Que a maré me traga o que quero,
A resposta que me é devida,
O porque de eu ser tão sincero,
Já que as pessoas não merecem,
Como uma árvore em que os frutos não vingam,
É como minha paciência esgotada,
De todas as vezes que mentiram.
Mas acalmastes,
Chegastes o tempo do bonito,
De falar da natureza
E explicar os seus feitiços.

E é com devida vontade,
Que voz falo de tal coisa,
Que me enche de vida e vigor,
Nos escurece precisamente,
Nos esclarece devidamente,
Sabe seus momentos,
Onde o amor nasce realmente.

O rio nunca seca,
Como a corda do violão,
Nada termina,
Nem começa em vão,
Pois um solo de violão,
Não é mais rico que um rio,
Mas é sedutor,
E a sedução nos deixa frio.

E o que importa,
Minha terra já esta agrada,
E em 7 semanas as flores nascem,
E seu cheiro já exala,
Encobrindo os pastos
E animais nativos,
Sem acariciar,
Nem oferecer perigo,
Pois também és mais uma,
Das muitas frutas da sedução,
Que vivem por momentos,
Em busca de sua intuição.

Mas me desvio,
Volto a lembrar do verde,
Que inspira nossos poetas
E nos enche de sede.
Por quanto mais eu leio,
Mais me regozijo
E entendo que a natureza
É a base do meu espirito.

E a liberdade,
Linda liberdade,
Que mora nas asas do pássaro,
Banhadas pela tempestade,
Que vem para limpar o céu,
Quando nos sentimos presos,
Como o fogo da vela,
Pra nos sentirmos acesos.
Pois é pura liberdade,
Quando lembro do jardim,
Que cercava o vale proibido,
Com muitos frutos brilhando a marfim,
Mas esquecemos do passado,
Alias não me arrependo,
Mesmo não sendo eu o guloso,
Por assim entendo,
O quanto é difícil,
Contrariar a sedução
Sem nos pecar,
Sem nos cair em tentação.
E é o momento,
Quando as coisas se descontrolam, 
Procuramos uma amizade
Mas só nos isolam,
E então eu lembro de um livro,
Que eu tenho a muito tempo,
E que sempre me acalma,
E cura meu pensamento,
Pois não posso negar
Tamanha literatura,
Mesmo sendo antiga,
É cheia de estrutura,
Com versos bonitos,
Principalmente verdadeiros,
Que foram feito pra nós,
Seus legítimos herdeiros,
E depois de te ler,
E limpar a liberdade do meu coração,
Volto a lembrar da natureza,
Mas com uma certa descrição,
Dessa vez mais cautelosa,
Porem sempre divina,
Pois dessa vez tenho guardado
Dentro de mim toda a doutrina,
Dos rios, florestas e bosques,
Animais e vida ecológica,
Unidas com minha alma,
Tornando minha vida uma lógica,
Sem piadas,
Sem histórias,
Sou eu mesmo,
Minha própria história.
E quando eu leio
O livro antigo,
Me sinto novo,
Reconstituído,
Me vejo sem fim,
Em muita inspiração,
Completamente realista,
Sem nenhuma ilusão,
Pois o livro é antigo,
Porem rico,
Como o céu a noite,
Em que as estrelas o mantém vivo.
Com muitas palavras,
Poemas líricos,
Nos tornamos um só,
Já não somos divididos.

E por fim sou feliz,
Descobri toda verdade,
Encontrei nas letras dos ímpios,
Toda sinceridade,
Com um novo livro,
Mesmo sendo antigo,
Com 150 poesias,
Continua bonito,
Como um vulcão
Que em ocioso volta a operação,
São iguais os poemas,
Que nunca morreram.

E estou grato,
Pois hoje sim,
Eu tenho 150 árvores,
Brotando dentro de mim.
© Dionísio
Serviço criado e mantido por Aline Ponce. Visite o site Aline Ponce - gatos e letras.